Pedagogia Griô

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Apresento aqui estudo e reflexão sobre a Pedagogia Griô, como uma nova perspectiva de e ensino aprendizagem em arte e cultura. A pedagogia Griô trabalha com arte integrada, através do diálogo entre diferentes linguagens, dança, música, tradição oral. Reinventando a esfera pedagógica a partir da vivencia e experiência teórica e pratica dos saberes culturais que permeiam o povo brasileiro. No exercício da multiculturalidade e interculturalidade, recriando o espaço de ensino e aprendizagem através da roda, do princípio Biocêntrico onde a vida é o centro mais importante. A pedagogia Griô nasce da escuta, dos saberes e fazeres das tradições que permeiam a cultura miscigenada do povo brasileiro.

Imagine um conceito pedagógico com base na arte e na cultura viva da tradição oral, uma pratica que oportuniza o diálogo entre as diferentes linguagens artísticas, e ao mesmo tempo referenda a ancestralidade e aos mestres da cultura popular afro brasileira. Essa é a ideia da Pedagogia Griô, idealizada por Líllian Pacheco coordenadora pedagógica da ONG Grãos de Luz Griô BA. A pedagogia griô tem como objetivo a valorização dos mestres e mestras portadores dos saberes e fazeres da cultura de tradição oral, criando um diálogo entre educação formal e a cultura popular.
Uma pesquisa que visa reinventar métodos de educação, tendo como princípio a participação e encantamento do social, a valorização da expressão da palavra, dos afetos, da memória, da história, das cantigas, das danças e dos rituais de tradição oral.
Uma característica importante da pedagogia griô é a presença do corpo, é a corporificação da palavra na vivencia. A formação em Pedagogia griô permite ao educador desenvolver habilidades, de cantar, dançar, brincar, criar e recriar projetos artísticos que tenham como base a cultura popular brasileira. Possibilitando a união da teoria com a pratica artística.
O educador é chamado a redescobrir sua própria identidade, fortalecendo assim a sua conexão com a ancestralidade, permitindo como que a aprendizagem aconteça de maneira contextualizada e revitalizada em seus conceitos e práticas.
Tendo como referenciais teóricos e metodológicos a educação Biocêntrica, de Ruth Cavalcante; a educação dialógica, de Paulo Freire; a educação para as relações étnico-raciais positivas, de Vanda Machado; a arte educação comunitária, de Carlos Petrovich; a educação que marca o corpo, de Fátima Freire; e é inspirada na pedagogia de todas as expressões culturais de tradição oral, principalmente de raízes afro-indígenas.
O termo griô surgiu na região do noroeste da África no Mali. “Lá, a colonização foi francesa, por isso, os mestres eram chamados griots, que denomina figuras como contadores de histórias, genealogistas, mediadores políticos, comunicadores, cantadores e poetas populares. Os griots têm diversas formas de expressão, mas em comum são responsáveis pela biblioteca viva da tradição oral. Nós abrasileiramos o termo para criar uma metodologia de diálogo com as tradições orais das nossas comunidades. Assim, surgiu o griô”, explica PACHECO.

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