Tela Viva: Leituras & Interpretações

JUSTIFICATIVA:

A arte ensina que é possível transformar continuamente a existência, que é preciso mudar referências a cada momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer são indissociáveis e a flexibilidade é condição fundamental para aprender. Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997, p. 21

Subitamente vemos que a obra do artista nos revela que captamos a nós próprios; e então compreendemos que toda a criação, todo o pensamento humano está contido em nós. Jacob Bronowski

O tempo extrai vários valores de um trabalho de um pintor. Quando esses valores são esgotados, os quadros são esquecidos, e quanto mais um quadro tem a dar, mais importante ele é. Henri Matisse

Uma obra de arte não é fechada em si mesma. Nas interpretações múltiplas e distintas, o aluno dá significados a ela a partir de suas referências pessoais, culturais, compartilha impressões, experiências num processo que vai se construindo de maneira subjetiva a partir dos primeiros contatos com a obra, possibilitando novos olhares, ressignificações quando o olhar se faz mais questionador, crítico, curioso.

Este projeto foi elaborado com base na observação das experiências dos alunos em sala de aula. Não foi pensado nenhum projeto em especial, pois, além de um material rico e extenso a ser trabalhado, a regente houve por bem decidir a minha participação no projeto em andamento, ajudando a orientar quando solicitado e necessário, o que não foi difícil, pois alguns alunos já me conheciam em outras ocasiões em sala de aula, inclusive alguns já foram meus alunos no fundamental II.

O programa é extenso, cada bimestre tem seus temas, suas artes e peculiaridades e segue a linha do tempo. Dessa forma, o processo de criação começou nas discussões em sala durante as aulas, verbalizadas, esboços, esquemas, listas de materiais, cronogramas, enfim, ideias que borbulhavam e necessitavam ser colocadas num papel, sendo esse o primeiro passo para a materialização, posto que é preciso combinar  conteúdo com expressão do mesmo.

O projeto foi sugerido de acordo com o conteúdo estudado: constava da sala dividida em grupos para apresentação dos trabalhos. Nesse trabalho em particular, o tema foi Vanguardas europeias e Arte Contemporânea. O olhar curioso foi instigado no primeiro momento através de imagens, mesa redonda, quando do embasamento teórico e de imagens: Cubismo, Dadaísmo, Expressionismo, Surrealismo e Futurismo e alguns artistas contemporâneos, não sendo possível ter visto mais trabalhos em função do tempo do estágio.

Segundo Ana Mae Barbosa, “imaginar as possibilidades artísticas via tecnologias contemporâneas é, também, estar presente no próprio tempo em que vivemos, que se faz de fragmentos e rearranjos, de todos que somam partes que são o todo.” (2007). De forma democrática, decidiu-se que os alunos deveriam escolher a melhor forma de apresentar seus trabalhos, de acordo com o conhecimento da utilização das ferramentas como recursos tecnológicos para produção de seus trabalhos, não se esquecendo de unir a parte teórica (aprendizagem do conteúdo) à parte prática – o que resultou numa troca gratificante em que cada grupo pode se expressar na forma de linguagem escolhida. A cada aula, cerca de três grupos apresentaram seus trabalhos

Objetivos:

Objetivo geral

  • Possibilitar o conhecimento, reflexão de movimentos da arte, seus representantes, suas produções e suas linguagens, bem como o contexto e sua dimensão histórica.

Objetivos específicos:

  • Possibilitar conhecimento de produção da vanguarda europeia nas suas diversas manifestações artísticas e linguagens;
  • Despertar investigação, reflexão, senso crítico através do movimento tanto escolhido pelo grupo quanto por outros grupos;
  • Estabelecer relações entre os diversos movimentos e a realidade;
  • Propiciar condições para articulações de diferentes modos de linguagem e suas formas de manifestação;
  • Explorar as linguagens artísticas, bem como a apropriação das obras através de releituras.

 Metodologia

No primeiro momento, a professora abordou os temas, localizando cada movimento de vanguarda no tempo/espaço. Posteriormente, após terem sido trabalhados os conteúdos, apresentou obras dos respectivos artistas em uma exposição informal, suscitando questionamentos e orientando o diálogo, a fim de esclarecer dúvidas sobre o conteúdo e também a escolha do movimento, do artista etc. Para finalizar, os alunos resolveram questões do livro didático. Na aula seguinte, já com mais conhecimento da abordagem dos conteúdos, os alunos se dividiram em grupos e escolheram o tema e/ou artista, bem como a forma de apresentação que seria discursiva e oral.

Trabalhos

Vanguardas europeias: trabalhos apresentados em PPT, vídeos.

Arte Contemporânea – releituras

O período foi curto e gratificante para se observar a caminhada dos alunos desde a concepção. Não pude deixar, no entanto, de me envolver, até pelo clima em sala de aula durante as apresentações. Alguns grupos estavam mais engajados com os trabalhos, o que não significa que os demais não estivessem preparados, pois durante a apresentação, havia intervenções e observações da professora, além alguns questionamentos em busca de respostas quanto ao conteúdo. Muitos assuntos renderam, foram trabalhados envolvendo a sala, e esquecíamo-nos do tempo. Penso que a arte também é exercício não só do olhar, mas da reflexão, da relação e do fazer, até em linguagens até não convencionais, como desenhar, pintar etc. A aproximação com a realidade dos alunos em relação aos métodos e às ferramentas proporciona não só informação, mas também conhecimento.

Dados bibliográficos

REBOUÇAS, Moema Martins e CORASSA, Maria Auxiliadora de Carvalho. Propostas Metodológicas do Ensino da Arte II. NEAD, Vitória, 2009

Ambiente virtual de aprendizagem sobre percepção visual. Rio Grande: FURG, 2007. Projeto de Pesquisa.

BARBOSA, Ana Mae (Org.). “Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte”. In. Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2007 (p. 113-121).

MARTINS, Miriam Celeste Ferreira Dias; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M.Terezinha Telles. Didática do Ensino de arte: A língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.

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